
Eu lutei. Se dissesse que não, estararia mentindo não só a mim mas como a minha própria existência; era parte de mim ou quem sabe tudo em mim. Aquele tal de amor não correspondido, iludido que pouco a pouco foi me confundido. Mas quem ama não tem limites, então eu lutei. Desde o primeiro chega para lá, até o definitivo chega para lá; mas agora com os papeis invertidos, o primeiro seu e o último meu. Eu amei. Eu sofri. Mas eu vivi. E estou aqui para contar que não é tão fácil lutar quando as armas não estão ao seu favor, quando jogo vira e só se sente dor. Como seguir sangrando ? Não sei até hoje, mas só sei é que se cria uma outra força. Como em um jogo. Então você tenta, uma, duas, três até umas trinta vezes. Na primeira você tem um colapso, na segunda um ataque, na terceira uma raiva, seguida de uma decepção até que chega a compreensão. Você percebe que no jogo não tera vencedor, então você larga, mosta suas cartas e começa um jogo novo. Mas dessa vez, com a experiência do passado. Você volta a jogar; tenta, se esforça. Então você usa o truque que você tem na manga, e vira o jogo, dá a volta por cima e ganha. É assim um amor não correspondido, você luta, persiste, então tudo acaba. Mas ele fica, então você o guarda e espera o momento certo. Até que um dia ele volta e resolve te amar, então você muito esperta tenta e se esforça para não cair no jogo dele. E por incrivel, você consegue. Fortalecida e poderosa você diz com gosto : "O jogo virou !"