sábado, 6 de setembro de 2014

A voz do coração

A voz que desperta durante a noite
Tem um tom meio rouco;
Reflexo da alma.

Ela desliza pelos dedos
Rompendo o silêncio 
Adquire forma de alento

Mas se escapasse,
Por ventura, algum detalhe
Que não foi escrito pelo lápis?

Talvez sentiria-me injustiçada
Por um jovem e pirralho
Vazio de sentimentos 

Como pode
Não escutar com atenção 
A voz que vinha do coração?

Logo ele, que pouco fala
Muito guarda 
E quando cheio, desaba. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário