A voz que desperta durante a noite
Tem um tom meio rouco;
Reflexo da alma.
Ela desliza pelos dedos
Rompendo o silêncio
Adquire forma de alento
Mas se escapasse,
Por ventura, algum detalhe
Que não foi escrito pelo lápis?
Talvez sentiria-me injustiçada
Por um jovem e pirralho
Vazio de sentimentos
Como pode
Não escutar com atenção
A voz que vinha do coração?
Logo ele, que pouco fala
Muito guarda
E quando cheio, desaba.
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