A sola queima
Feito vulcão.
Mas o sonho do menino,
De jogar no Brasileirão,
É mais forte que uma vida inteira
Baseada só em arroz e feijão.
Põe a chuteira
Com um furo no dedão.
Menor uns dois números
Ela já não crava no "gramão".
O suor escorre
Na camisa que foi do irmão.
A bola corre
Para que esse esforço não seja em vão.
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